O BREJO PARAIBANO GANHA SEU 1ª TITULO PARAIBANO COM O TRABALHO DA QUADRILHA FAZENDA NORDESTINA

O BREJO PARAIBANO GANHA SEU 1ª TITULO PARAIBANO COM O TRABALHO DA QUADRILHA FAZENDA NORDESTINA
BABAU, MAMULENGO, JOÃO REDONDO E CASSIMIRO COCO SÃO ESSSE PESONAGENS QUE DERÃO A QUADRILHA JUNINA FAZENDA NORDESTINA O TITULO DE CAPEA PARAIBANA 2010

sexta-feira, 30 de julho de 2010

FAZENDA NORDESTINA FARA SEU GRANFINAL.em 2010.

A JUNINA FAZENDA NORDESTINA estara nesta sexta-feira dia 30/07/2010 na cidade de ITAPOROROCA-PB para fazer a abertura das festividades de SANTANA, ea apresentação final para o ano de 2010. a FAZENDA NODESTINA feichou com o prefeito de ITAPOROROCA para fazer essa apresentação na cidade tendo em vista a grande festa para a cidade e a quadrilha com as atrações de: FORRO PEGADO / FORROZÃO BEM BOLADO e FORRO DO BOM a banda de ADUILIO E KATIA SILENE ex-mastruz com leite.






A FAZENDA NORDESTINA ainda ira no dia 14 e 15 de julho para a cidade de BAIA DA TRAIÇÃO-PB para a comemoração que o grupo faz todo ano.
O LUAL NORDESTINO ja é conhecido pela maioria dos quadrilheiros da PARAIBA pois ja a 8 anos o grupo da NORDESTINA sempre leva convidados a exemplo de CRISTIANO da joia rara de Mamanguape, ROBINHO e RODRIGO da moleca 100 vegonha de Campina Grande, ERIQUE e DINHO da Lapião da cidade de João Pessoa e varios outros amigos quadrilheiros.
PARABENS a todos da FAMILIA NORDESTINA que em 2011 as vitorias venhão em dobro um forte abraço a todos...

FAZENDA NORDESTINA FAZ UM BELICIMO TRABALHO E VAI REPRESENTAR A PB NOS ESTADOS DO RN e CE.







quarta-feira, 14 de julho de 2010

FAZENDA NORDESTINA 5º LUGAR NO NORDESTÃO E EM BUSCA DO BRASILEIRO NO ACRE


Arraial Cultural do Acre ja começou com muitas atrações

Arraial Cultural do Acre ja começou com muitas atrações



Foto: Divulgação
RIO BRANCO - A 12ª edição do Arraial Cultural começa hoje (12), no estacionamento do Estádio Arena da Floresta que está sendo preparado pela equipe organizadora para receber um público ainda maior do que nos anos anteriores.


A festa apresenta este ano o tema "Amazônia de Todo o Brasil", reunindo apresentação de grupos regionais e nacionais durante sete dias de evento.
O evento é uma realização do Governo do Acre, através da Fundação de Cultura Elias Mansour, com o apoio da Prefeitura de Rio Branco e Liga das Quadrilhas Juninas do Acre.

FONTE: QUADRILHAS.COM

GOVERNADOR DO ACRE ESPECIONOU DETALHES FINAIS DO ARRAIAL CULTURAL, TODA A ARENA ONDE SERÁ REALIZADO O NACIONAL DE QUADRILHAS 2010

Binho inspeciona detalhes finais do Arraial Cultural
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Marcadores: 2010, Acre, Festivais e Concursos

GOVERNADOR DO ACRE ESPECIONOU DETALHES FINAIS DO ARRAIAL CULTURAL, TODA A ARENA ONDE SERÁ REALIZADO O NACIONAL DE QUADRILHAS 2010


"Vai ser um belíssimo festival", diz governador sobre a festa que começa logo mais no estacionamento da Arena da Floresta





O contador de histórias e cordelista Edmilson Santini, do Rio de Janeiro, mostrou um pouco do que irá apresentar no Arraial (Foto: Gleilson Miranda/Secom)
O governador Binho Marques inspecionou na manhã desta segunda-feira, 12, os detalhes finais para o 12º Arraial Cultural. Acompanhado do presidente da Fundação Elias Mansour, Daniel Zen, o governador fez o reconhecimento das arquibancadas que acomodarão o público do 6º Festival Nacional de Quadrilhas e da apresentação das grandes atrações, como a cantora Elba Ramalho e o grupo Quinteto Violado. "A arquibancada é uma das novidades este ano. Acomoda 2,5 mil pessoas sentadas", informou Binho. "Vai ser uma belíssima festa", completou o governador.

Equipamentos novos na estrutura do evento, como a arquibancada móvel, se junta ao outros igualmente importantes, como o tablado de 25mx30m, montado na frente do palco para a apresentação das quadrilhas atendendo a solicitação da Confederação Nacional de Quadrilhas. Trata-se realmente de um grande evento, que apenas em artistas de outros Estados trará mais de 600 pessoas a Rio Branco. Com isso, de acordo com o governador, o Acre vai se afirmando como um bom destino turístico. Grupos de dez Estados estarão concorrendo no concurso nacional, que ocorre paralelamente à etapa estadual. No dia 14, quarta-feira, haverá show de forró com a cantora Verônica Padrão e a banda acreana Pimenta de Cheiro. No dia 15, quinta-feira, show de Elba Ramalho, e na sexta-feira, o Quinteto Violado se apresenta ao público acreano em um show homenageando Luiz Gonzaga. No sábado, 17, haverá a apresentação cultural dos bois amazonense Garantido e Caprichoso.

4º LISTA DE FINALISTAS DO PREMIO BRASIL JUNINO 2010

4º LISTA DE FINALISTAS DO PREMIO BRASIL JUNINO 2010
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Marcadores: 2010, Prêmio Brasil Junino





ABAIXO QUARTA LISTA DE CONCORRENTES AO PRÊMIO BRASIL JUNINO 2010
QUESITO HAMONIA JA TEM TODAS AS CONCORRENTES


HARMONIA


NOVAS INDICADAS


Raio de Sol-PE
Luar do Sertão-AL
Cumpadre Justino-CE
Explosão Jovem-PA
INDICADAS EM LISTAS ANTERIORES

Roceira Verde e Rosa-PA
Fazenda Nordestina-PB
Paixão Nordestina - Fortaleza/CE
Dona Matuta – Refice/PE
Mistura Gostosa – Campina Grande/PB
Junina Lumiar Recife/PE


Confira mais Quadrilhas Indicadas nos Quesitos
Casamento, Repertório, Regional, Rainha, Inovação, Originalidade e Marcador

FONTE: QUADRILHAS.COM

terça-feira, 13 de julho de 2010

Fazenda Nordestina Campeã do Brejo

O Festival de Quadrilhas etapa do Brejo, realizado pela Prefeitura de Guarabira em parceira com a TV Cabo Branco, entre os dias 18 e 19, foi sucesso de público e animação, tendo como campeã a quadrilha Fazenda Nordestina, da cidade de Guarabira, que apresentou como tema o “Resgate dos bonecos tradicionais do Nordeste” na apresentação, os casais mostraram muita alegria e colorido a junina ainda levou ao publico o fato curioso, somo são conhecidos os bonecos em alguns estados do nordeste.
A quadrilha campeã do Festival de Quadrilhas é de Guarabira, bem como Asa Branca do bairro de Santa Terezinha, que ficou em terceiro lugar, já em segundo lugar foi Sanfony Fest da cidade de Serra da Raiz.
De acordo com a secretária adjunta de Cultura e Turismo, a premiação em troféu foi ofertada pela Prefeitura de Guarabira, que mais uma vez apóia a cultura popular, através das quadrilhas juninas.
A prefeita Fátima Paulino esteve participando dos dois dias de competição do Festival, fazendo a abertura na sexta-feira (18) juntamente com Girleny Fernandes, entregando ainda o troféu de participação ao professor Jaldir Marinho de Lucena (Leão) representante da quadrilha da Melhor Idade.
A Comissão Julgadora, presidida por Chico Noronha (coordenador de cultura do Sesc João Pessoa), esteve composta também de: Escurinho Bandauê, musicista com prática de instrumentos de percussão e cordas; Vando Farias, graduado em artes em ciências pela UFPB; Zeno Zanardi, estilista, figurinista e aderecista com trabalhos em desfiles de moda no Salão Internacional de Moda, em New York; Geraldo Ferreira, formado em jornalismo e coordenador do Conselho Municipal de Cultura da cidade de Brejo do Cruz; Ribaiza Bezerra, promotora de eventos culturais, professora e educação física e coreógrafa.

A Fazenda Nordestina deverá representar o Brejo na Final do Concurso Paraibano que acontecerá na cidade de João Pessoa, realizado pelas Tvs Cabo Branco e Paraíba em parceira com a Liga de Quadrilhas Juninas de João Pessoa, Fundação Cultural de João Pessoa, Federação das Quadrilhas Juninas da Paraíba.

O primeiro lugar recebeu o prêmio de R$ 1.700,00 (Mil e Setecentos Reais). O segundo R$ de 1.200,00 (Mil e Duzentos) e o terceiro de R$ 700,00 (Setecentos Reais).

FONTE: QUADRILHEIROS DA PARAIBA

Fazenda Nordestina Campeã Paraibana do FEQUAJ 2010

A Quadrilha Junina Fazenda Nordestina da Cidade de Guarabira consagrou-se campeã paraibana no FEQUAJ 2010, o festival de Quadrilhas juninas da Paraíba realizado pela entidade estadual FEQUAJUNE-PB que este ano foi sediado na cidade de Santa Rita, a Fazenda Nordestina tem sido umas das revelações dos festejos juninos deste ano, no qual foram conquistados diversos títulos entre eles o de Campeã Paraibana e Campeã da Etapa Brejo, a junina este ano apresentou um belíssimo espetáculo resgatando os tradicionais bonecos nordestinos, um verdadeiro show de alegria unindo a beleza das cores com os festejos juninos, a união perfeita para tantos títulos atribuídos a mesma, a Quadrilha junina Fazenda Nordestina irá representar o nosso estado no Festival Nordestino de Quadrilhas Juninas "Nordestão" que será realizado no estado do Ceará na cidade Fortaleza entre os dias 10 e 11 de Julho, com a conquista desse campeonato a junina levou o maior premio do festival uma moto Iros 125cc 0KM.

O 2º lugar ficou com a Junina Fogueirinha da cidade de João Pessoa, a quadrilha que no próximo dia 03 de julho do corrente irá representar o nosso estado no concurso regional de Quadrilhas Junina da Rede Globo nordeste na cidade do Recife, desta vez não levou a melhor mas como sempre apresentou um lindo espetáculo totalmente regional no estilo Fogueirinha de ser, a Junina Fogueirinha este ano vem com o tema Do litoral ao Sertão Uma Paraíba feita a mão, a quadrilha ainda faturou o premio de 2mil reais.
Já o 3º lugar foi para a campinense Tradição da Serra, a quadrilha que este ano conquistou o segundo lugar no concurso de quadrilhas juninas da cidade de Campina Grande, levou para o FEQUAJ 2010 o glamour de seu espetáculo destrinchado nos versos do cordel do Pavão Misterioso entre diversas coreografias muito bem elaboradas a junina apresentou seu espetáculo repleto de alegria, no qual conquistou a bagatela de 1500 reais.

O 4º lugar foi para Junina Paraíba, a quadrilha pessoense que este ano vem trazendo o tema "Tem Feira na Paraíba e São João no Arraia" era a atual representante do estado até a data de ontem, a Junina Paraíba este ano tem sofrido alguns problemas nos quais muito já foram superados a quadrilha adentrou os arraias com muito garra e determinação sendo esse uma das marcas da Junina Paraíba que levou para o FEQUAJ 2010 sua primeira apresentação oficial resultando o quarto lugar premiado com o valor de 1000Mil reais.

Já o 5º lugar ficou para a campinense Mistura Gostosa, a junina que conquistou o publicou cearense na cidade de Iguatu onde conquistou o 2º lugar no 5º Iguatu Festeiro, este ano apresentou para o publico um mega espetáculo, como já era esperado por todos, a Mistura Gostosa esse ano nos trouxe a beleza dos Segredos de São João muito bem representados por seus brincantes em coreografias bem sincronizadas e com uma diferença um estilo bem junino, a quadrilha conquistou o premio de 500 Reais.





Veja a seguir a classificação geral das Juninas no FEQUAJ 2010.




1º - Lugar Quadrilha Junina Fazenda Nordestina
Guarabira

2º - Lugar Quadrilha Junina Fogueirinha

João Pessoa

3º - Lugar Quadrilha Junina Tradição da Serra

Campina Grande

4º - Lugar Quadrilha Junina Paraíba

João Pessoa

5º - Lugar Quadrilha Junina Mistura Gostosa
Campina Grande

6º - Lugar Quadrilha Amor Caipira

Areial

7º - Lugar Quadrilha Junina Show Aconchego
Remigio

8º - Lugar Quadrilha Junina Filhos de Pedra

Pedra Lavrada

9º - Lugar Quadrilha Junina Riacho Verde

Santa Rita

10º - Lugar Quadrilha Junina Explosão Nordestina

Santa Rita

11º - Lugar Quadrilha Junina Fazenda Viana

Cabedelo

12º - Lugar Quadrilha Junina Mistura Lavradense

Pedra Lavrada

13º - Lugar Quadrilha Junina Mexe Bayeux

Bayeux

14º - Lugar Quadrilha Junina Arroxa o Nó

Santa Rita

FONTE: QUADRILHEIROS DA PARAIBA

NORDESTÃO 2010 FORTALEZA-CE

Nordestão 2010





Foi realizado neste ultimo final de semana nos dias 10 e 11 de Julho na cidade Fortaleza estado do Ceará a 12ª edição do Festejo Ceará Junino o evento é uma grande manifestação popular e gratuita que alia tradição e criatividade. Com 5.000 lugares nas arquibancadas, reúne admiradores, curiosos e turistas em torno do colorido e da animação do São João passaram pela arena (quadrilhodromo) instalada na Praça Verde diversas quadrilhas juninas de vários estados. O evento que tem a promoção da Comissão Cearense de Folclore (CCF), Federação das Quadrilhas Juninas do Ceará (Fesquajuce) e União Nordestina das Quadrilhas Juninas (Unej).
A representante paraibana foi a Quadrilha da cidade de Guarabira a Fazenda Nordestina a junina levou para o estado vizinho seu belíssimo espetáculo que leva ao conhecimento do publico como são conhecidos os bonecos nordestinos feitos de madeira conhecidos em nosso estado como boneco babau, a junina conta ainda com dois mestres na arte que são irmãos do marcador da quadrilha aumentando e abrilhantado muito mais o nível do seu espetáculo, a Quadrilha Junina Fazenda Nordestina, obteve uma colocação regular conquistando a 5º colocação.
Curiosidade, neste concurso nos últimos 3 anos o estado da Paraíba não conseguiu ficar entre as três melhores do nordeste.
Veja a seguir as cinco melhores colocadas no Festejo Ceará Junino 2010.
1º Lugar - Luar do Sertão - Alagoas
2º Lugar - Dança Nordeste - Rio Grande do Norte
3º Lugar - Raio de Sol - Pernambuco
4º Lugar - Cheiro da Terra - Ceará
5º Lugar - Fazenda Nordestina - Paraíba

FONTE: QUADRILHEIROS DA PARAIBA

quarta-feira, 7 de julho de 2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

LANSAMENTO DAS CAMISAS PARA 2010


A FAZENDA DARA INICIO AOS
TRABALHOS NESTA SEXTA
DIA 18/06/2010 VC NÃO PODE
PERDE....

quinta-feira, 4 de março de 2010

QUADRILHA (A) ZE CANTA A PARAIBA ///////QUADRILHA (B) PARAIBA CANTA ZE RAMALHO


EM 2009 UM BELICIMO TRABALHO UMA SO QUADRILHA DIVIDIDA EM DUAS COMO MOSTRA AS FOTOS ACIMA...QUADRILHA TEMA E CANGAÇO

quarta-feira, 3 de março de 2010

A QUADRILHA FAZENDA NODESTINA NÃO DEU 1 UM PASSOA A FRENTE E SIM 5 POIS JA LANÇOU O SEU TEMA E JA ESTA TRABALHANDO NOS MATERIAIS..



A 1ª FOTO UM BONEQUEIRO DA EQUIPE DO MESTRE CLOVES DANDO PALESTRA A DIRETORIA DA QUADRILHA

A 2ª FOTO MATERIAL QUE IRA SER ULTILIZADO NAS APRESENTAÇOES.

A 3º SEMINARIO ONDE MESTRE CLOVES E LUIZ DO BABAU PARTICIPARAM (os dois bonequeiros que ira ajudar a quadrilha)

a 4ª FOTO E UM ALUSÃO OS 5 PASSOS QUE A QUADRILHA JA DEU PARA A VITORIA EM 2010.

UM PASSO A FRENTE RUNO A VITORIA

RESUMO DO TRABALHO A SER DESENVOLVIDO PARA 2010

Este trabalho faz uma análise crítica e histórica sobre o Teatro de Bonecos Popular do
Nordeste, levando em consideração suas mudanças e adaptações sociais de acordo com
o momento/tempo/espaço em que está inserido, como também contextualiza o Babau no
universo das culturas populares brasileiras, tendo como principal objetivo analisar a
função do gênero mulher nesse universo da brincadeira popular (Babau) encenada
atualmente. O trabalho é oriundo dos olhares analíticos das pesquisadoras em relação à
pesquisa que está sendo desenvolvida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional – IPHAN - no processo de registro do teatro de bonecos popular do Nordeste,
como patrimônio cultural imaterial do Brasil. A atividade teve início em 2008 e está
sendo desenvolvida em oito cidades do estado da Paraíba. Para o alcance inicial do
objetivo proposto, foi realizada uma pesquisa exploratória, através de visitas (pesquisa
de campo), com entrevistas semiestruturadas. Inicialmente pode-se dizer que, nesse
universo do Babau, ocorreram algumas mudanças, principalmente na linguagem teatral
e em relação à presença da mulher, que está cada vez mais visível nessa atividade.

Palavras-chave: Teatro. Babau. Cultura popular.

Introdução

O teatro do Capitão João Redondo é um teatro de bonecos popular do
Nordeste, conhecido, na Paraíba, por Babau. Trata-se de uma linguagem cênica rica em
crítica, improviso e criatividade. Segundo o pesquisador Hermilo Borba Filho (1987),
esse teatro teria chegado ao nosso País através dos europeus, durante o processo de
catequese dos indígenas. Mas foi no Nordeste onde ele mais se desenvolveu, adaptando-
se perfeitamente ao universo rural da sociedade imperial. As brincadeiras ao ar livre
eram, geralmente, o único meio de diversão permitido aos mais pobres, e tudo acontecia
à noite, sob a luz da lua ou de um candeeiro1
.

1
Candeeiro: Aparelho de iluminação, alimentado por óleo ou gás inflamável, com mecha ou
camisa incandescente; lampião, leocádio.
2
Desde o princípio, o Babau sempre refletiu a sociedade a que pertencia. No
período do ciclo canavieiro, sua construção cênica expressava os conflitos e as angústias
vividos pelos povos que ali viviam. Os personagens principais (que se perpetuam até
hoje) demonstravam a organização política e social em que o Brasil se encontrava. O
Capitão João Redondo simbolizava o poder do fazendeiro rico, dono de todo o
Nordeste. Essa patente poderia ser substituída por “Coronel”, já que, nessa época, o
coronelismo era uma questão política muito forte na região. Esse personagem tinha todo
um caráter preconceituoso, machista e desrespeitoso com os mais pobres. Sua filha,
Quitéria, mantinha um romance com Benedito (empregado do Capitão) que, por ser
negro e escravo, não poderia jamais casar-se com a filha do Capitão João Redondo, que
era o símbolo maior do dominador e, sempre acompanhado de capangas
2
e cheio de
dinheiro, não permitia a presença de negros em seus bailes de forró.
Já os primos Benedito e Baltazar eram negros da sociedade do Babau, que
enfrentavam, com muita inteligência, os afazeres de seu Senhor. Benedito, muito
esperto, representava o dominado que, muito arteiro, conseguia ludibriar o Capitão e,
ainda, namorar sua filha. Nele, o povo encontrava a porta de saída para a exposição de
seus conflitos e reivindicações, em que o dominado sempre vencia o dominador.
O teatro de bonecos popular tem uma estrutura própria e, mesmo seguindo
uma linha total de improvisação, seus personagens servem, muitas vezes, como fio
condutor para o roteiro cênico apresentado. Porém, vale salientar que, apesar de cada
bonequeiro “Mestre do Babau” ter sua própria organização, nem sempre, os nomes das
personagens condizem com as personalidades nem a sequência das cenas tem uma
lógica entre uma e outra. Essa personificação pode variar de Mestre para Mestre.
O Babau é, geralmente, composto por uma comunidade de bonecos, que
representam os seguintes personagens: Capitão João Redondo, Benedito, Baltazar,
Delegado, Cabo Setenta, Quitéria, Rosinha, Alma, Caveira, Satanás, Urubu, Boi, Cobra
etc., que fazem parte do universo lúdico da manifestação popular, com personificações
humanas, animalescas e fantásticas.
De acordo com depoimentos orais de alguns brincantes populares, o Babau
não é um teatro, mas uma sociedade. Diferente de outros estados, na Paraíba, a palavra
“Babau” não corresponde ao nome de um personagem, mas ao nome da própria
manifestação popular. No Ceará, por exemplo, essa mesma manifestação recebe o nome


2
Capanga: Valentão que se põe a serviço de quem lhe paga, para ser seu guarda-costas.

3
de Cassimiro Coco, um nome que corresponde também ao de um dos personagens que
faz parte da brincadeira. Outro ponto que merece destaque é o processo de confecção
das figuras (termo usado pelos brincantes para denominar bonecos). Tipicamente
artesanais, os primeiros bonecos eram feitos de sabugos de milho e de pedaços de pau,
sem muito luxo. Com o passar do tempo, esses bonecos começaram a adquirir novos
ajustes, sendo talhados em madeira com muito capricho e dedicação. A matéria-prima,
geralmente, são as madeiras mulungu, imburana ou raiz de tambor que, por serem leves,
ajudam no processo de escultura e, depois, na manipulação.
A partir dessas considerações, lançamos um olhar analítico sobre o objeto
pesquisado, levando em consideração, essencialmente, as observações pessoais das
pesquisadoras, com o objetivo de analisar a função do gênero mulher nesse universo
popular do Teatro de Bonecos Popular da Paraíba.
Em termos metodológicos, o presente estudo se caracteriza como uma
pesquisa exploratória, desenvolvida segundo a Metodologia de Pesquisa de Campo
(RICHARDSON, 1999), com entrevistas semiestruturadas. A atividade teve início em
2008 e está sendo desenvolvida em oito cidades do estado da Paraíba: João Pessoa,
Bayeux, Mari, Guarabira, Bananeiras, São José dos Ramos, Mogeiro e Caldas Brandão.

Na atualidade

Esse teatro acontece não só nas áreas rurais das cidades, mas também nos
centros urbanos. Aqui na Paraíba, muitas mudanças estão sendo observadas, entre elas,
a própria forma de confeccionar os bonecos. Há, aproximadamente, vinte anos, o
boneco que não fosse confeccionado com mulungu não era considerado um babau
original. Porém, com o processo de extinção por que essa árvore vem passando, os
bonequeiros tiveram que encontrar outros meios para o processo de confecção de seus
bonecos, fazendo muito uso de materiais alternativos, como: o papier maché (uma
massa feita de papel-jornal moído, misturado com cola e mingau de amido de milho,
popularmente conhecido por grude), a cabaça (vegetal muito comum na região
Nordeste), garrafas pet’s, entre outros.
Na organização cênica, também são identificadas algumas mudanças. Por
volta da década de 70, segundo Pimentel,

Os espetáculos aconteciam ao ar livre, escondendo-se o Mestre da
visão dos espectadores por trás de um lençol colorido, mais alto que
10 cm que sua cabeça, estirado em paus fincados no solo.
Permanecendo de pé, auxiliado, sempre, por um garoto ou a esposa
que lhe entregava os bonecos previamente dispostos na ordem de
entrar em cena. (1971, p. 01).

Hoje as apresentações acontecem não apenas ao ar livre, mas também em
espaços fechados, como escolas, associações, igrejas, entre outros. Além disso, o pau,
fincado no chão com um tecido de chita estirado, em muitos casos, foi substituído por
uma armação de madeira, com um cano plástico ou alumínio dando maior sustentação
ao espaço cênico. A iluminação, antigamente, era feita à luz de candeeiro ou luz natural;
em alguns casos (dependendo das condições financeiras do Mestre), são usados
refletores ou lâmpadas a luz elétrica. A composição sonora das apresentações, que era
feita por um trio musical de forró (zabumba, sanfona e triângulo), hoje se apresenta
esporadicamente, sendo utilizado geralmente um auxílio de som elétrico (aparelho de
DVD e cd play).
A questão financeira também mudou. A prática de convidar os brincantes
para alegrarem os terreiros das fazendas quase não existe mais, apenas os antigos
fazendeiros (ainda vivos), sensíveis ao bem cultural que essa arte representa, ainda
mantêm viva essa tradição. Pimentel afirma que:

Estes espetáculos que mais do que qualquer outra manifestação
artística popular visam ao imediatismo do lucro financeiro, são
patrocinados por pessoas que os contratam para apresentação no
terreiro de sua residência, por comerciantes, visando vender bebidas
alcoólicas aos espectadores ou por iniciativa dos próprios mestres que,
neste caso usam de solicitar contribuições da assistência. A solicitação
– a que chamam “botar a sorte” – é feita através da entrega de um dos
bonecos à pessoa de quem desejam receber a contribuição. (1971,
p.02)

Os contratos, atualmente, são feitos por gestores públicos ou donos de
espaços privados que não são, necessariamente, fazendeiros. O pagamento da
brincadeira, hoje, é feito através de cachê artístico (ajuda de custo financeira) e não mais
com a prática do “botar a sorte”, como bem citou o pesquisador Altimar Pimentel, pois
raros são os bonequeiros que ainda se utilizam dessa prática. Isso não quer dizer que ela
não exista, mas a expressão foi substituída por “rodar o chapéu”.

5
Todas essas mudanças aconteceram e acontecem, como um processo
dinâmico e natural das manifestações populares em relação a sua manutenção. Questões
como sobrevivência, desigualdade social, analfabetismo, desvalorização cultural, falta
de incentivo, crescimento acelerado da população, advento das novas tecnologias, entre
outras, são fatores que contribuíram com as mudanças ocorridas através dos tempos.
Essas mudanças impulsionaram no Babau (assim como em muitas outras culturas
populares brasileiras) um período de estagnação, sendo muito difícil ser visto com
frequência como nas décadas de 70 e 80.

A tecnologia

Antigamente, o grande prazer das comunidades rurais e periféricas (dos
centros urbanos) era o de dançar um Coco-de-Roda, ver uma apresentação da Nau
Catarineta, assistir a uma Lapinha ou a um Babau etc. Todas essas manifestações
culturais faziam parte do cotidiano das pessoas que, geralmente, nos finais de semana
(principalmente à noite), saíam de suas casas para prestigiar as brincadeiras. Hoje, além
da violência - que não se concentra apenas em áreas urbanas - a tecnologia se apresenta,
muitas vezes, como um adversário cruel para as manifestações populares.
Em nossas idas a campo, perguntamos aos brincantes o que mudou. Para
nossa surpresa, a resposta veio logo de imediato, como bem fala o Mestre Severino
(bonequeiro popular de 83 anos de idade, morador da cidade de Lagoa de Dentro – PB):
”Olhe moça, na minha opinião, quem acabou o Babau foi a televisão, os jovens de hoje
não se interessam mais por nada não, só pensam nas coisas que a televisão mostra”.
Com esse relato, podemos perceber que a televisão afastou o povo do que era comum,
ou seja, a cultura e o povo integrados em um mesmo espaço.
Em contrapartida, ao mesmo tempo em que aconteceu um distanciamento
popular, em consequência das novas tecnologias, como a TV, segundo o Mestre
Severino, hoje esse meio de comunicação, agregado a outros, como a internet,
possibilita uma aproximação das pessoas em relação às origens culturais brasileiras,
com sites específicos sobre manifestações populares de norte a sul do País. Porém, o
que ainda falta é a igualdade de oportunidades para todos, em relação ao acesso a esses
novos meios de comunicação.
Conforme afirma Jacob L. Mey (2001, p. 231), “amplamente falando, a
tecnologia pode ser definida como ‘técnica mediadora’, um meio material de fornecer
6
acesso a alguma área da atividade ou do conhecimento humano”. Através do universo
virtual, ações de salvaguarda e de valorização podem acontecer de forma mais rápida e
imediata. Contudo, o processo educacional que deveria romper esse distanciamento de
forma instrutiva e sem perdas, com a relação saudável da tradição com
contemporaneidade, não corresponde de forma benéfica para os Mestres bonequeiros,
ocasionando um medo de lidar com o novo.

Gênero mulher no universo do babau

Em quase todas as manifestações populares brasileiras, a mulher sempre foi
representada por homens. No cavalo-marinho (manifestação popular do Nordeste), por
exemplo, as Damas e as Caterinas (personagens típicos desse folguedo) eram
interpretadas por homens vestidos de mulher. Com uma sociedade extremamente
patriarca e machista, qualquer mulher artista e atriz era considerada devassa, impura, do
mundo, por isso uma mulher não podia fazer parte desse movimento popular.
No caso das formações artísticas, dificilmente víamos mulheres bonequeiras
ou mestras, em algum folguedo, a não ser em ofícios de confecção artesanal. Segundo
Mestre Damião, bonequeiro da cidade de Caldas Brandão – PB, “Brincar Babau não
era coisa pra moça direita, de família”, pois essa e outras atividades artísticas
populares eram atividades tipicamente masculinas, e as mulheres que ainda chegavam a
participar geralmente eram as ajudantes de seus maridos ou costureiras, que se
responsabilizavam pelas indumentárias das personagens. Vale salientar que, para que
elas pudessem assistir às brincadeiras, tinham que seguir, a risca, o horário determinado
por seus pais.
De acordo com nossas pesquisas, o babau começava a ser apresentado nas
comunidades por volta das 2100h e terminava pela madrugada. Então, mulheres de
“bem” (de acordo com os costumes sociais das décadas de 60, 70 e início dos anos 80) e
crianças só podiam assistir às apresentações até determinado horário, depois disso,
apenas os homens podiam apreciar a brincadeira, que era regada a muita bebida
alcoólica e piadas de baixo calão.
Atualmente, a mulher vem ocupando, cada vez mais rápido, seu merecido
espaço em torno das manifestações populares, como, por exemplo, podemos citar
novamente o cavalo-marinho, em que alguns personagens femininos, que sempre foram
interpretados por homens (como falamos anteriormente), hoje já são representados por
7
mulheres. No cavalo-marinho do Mestre João do Boi (cidade de João Pessoa – PB),
encontramos uma jovem aprendiz que, segundo João do Boi, está sendo preparada para
substituí-lo na brincadeira. Daqui a algum tempo, ela será a Mestra do cavalo-marinho.
No Babau, as mudanças também estão acontecendo. No Rio Grande do
Norte, por exemplo, encontramos Dona Dadi (Maria Iêda de Medeiros), bonequeira de
raiz, com seus 71 anos de idade (aproximadamente), que passou por cima da vontade
dos pais, seguiu em frente e hoje é referência dessa arte em seu Estado e considerada a
única bonequeira potiguar do universo do Capitão João Redondo. No Ceará, também
temos a bonequeira Ângela Escudeiro que, diferente de Dona Dadi, tem um nível de
instrução maior. Tem livros publicados, seu trabalho é reconhecido internacionalmente,
com espetáculos de teatro de bonecos, em que ela atua e dirige suas performances.
Na Paraíba, há grandes mulheres que se dedicam à arte bonequeira, seja
como atriz ou como pesquisadora como, por exemplo, Amanda Viana que, na ONG Cia
Boca de Cena, aprimora-se a cada dia na arte de dar vida aos seus bonecos,
confeccionando, criando roteiros de ação e interpretando suas personagens, sendo
destaque no cenário de bonequeiras paraibanas. Temos, ainda, Dona Zeza (Josefa
Ananias dos Santos), cuja carreira começou aos 20 anos de idade, com sua boneca
chamada Catarina (uma boneca grande feita de pano), mas que hoje não brinca mais.
Contamos também com Tatiana, esposa do Mestre Vavau e que, mesmo timidamente, já
começa a ocupar seu lugar de artista bonequeira junto com seu marido. Assim como
elas, outras filhas e mulheres de muitos outros Mestres brincantes começam a despertar
para a sua capacidade artística, motivadas a apreenderem e a terem seu próprio Babau.

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Figura 01. Bonequeira Tatiana com as bonecas - Foto: Jack Carolino, 28/08/2009.

Já na dramaturgia, o processo de mudança na Paraíba (e acreditamos que no
Nordeste como um todo) ainda é processual assim como toda sociedade em relação ao
aos direitos femininos. Encontramos, em muitas apresentações transcritas, textos
ultrapassados, que retratam que a mulher não é ninguém sem a companhia de um
homem. As personagens femininas não têm fala, participam da ação cênica como
figurantes, em segundo plano. Geralmente são dançarinas, mulheres, mãe, filha do
Capitão. Nesse universo do Babau, o homem é apresentado como um sujeito totalitário,
ambicioso, dominador. Segundo Pimentel (1971), ele estende sua autoridade a sua
própria mãe, que o respeita e teme. Quando a encontra dançando no baile, violando sua
determinação, espanca-a impiedosamente e manda-a ir para casa, porque lugar de
mulher/veia é em casa.
Pode-se verificar o poder do homem em relação à mulher nos
enredos/histórias de alguns mestres, como na história de “O namorado de D. Pelonha”,
datada de 1964, por autoria do bonequeiro José Barreto do Nascimento (Pilar-PB),
conhecido como José Mangabeira, que retrata a personagem D. Pelonha, mãe de João
Redondo, como uma mulher sem respeito, namoradeira e que, por não atender ao pedido
do filho, acaba sendo surrada por ele.
Outro texto na mesma linha do poder do homem e de submissão da mulher
pode ser visto no enredo da “estória” do “Remédio pra mulher braba”, também de 1964,
do bonequeiro Geraldo Cláudio P. Mendes (Cabedelo-PB) que, segundo ele, “busca o
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equilíbrio doméstico, a intolerância feminina”. O marido, aguçado pela língua do povo
(expressão comum nas cidades do interior do Nordeste), vê-se estimulado pelos boatos
em relação à traição de sua mulher e age pela força (batendo com um cassetete – o
remédio) para obter dela a compreensão e a submissão.
Atualmente, alguns Mestres começaram a inserir algumas transformações,
dando voz e direitos à figura feminina. Algumas mudanças significativas já podem ser
evidenciadas. Um exemplo disso é o fato de que algumas personagens, que antes eram
submissas ao Capitão João Redondo, já começam a se destacar como dominadoras da
sociedade, como na brincadeira de um Mestre do Rio Grande do Norte, Francinaldo, em
que a Quitéria, esposa do Tonho, é uma mulher extremamente decidida, política e
autoritária. Outro exemplo dessas mudanças é a boneca “Branca de Neve”, do Mestre
Clóvis – PB, uma personagem feminina (boneca grande) negra que, ao final de cada
apresentação, dança com a plateia, escolhe com quem e como quer dançar, não é
considerada prostituta, mas uma mulher independente e livre de preconceitos.


Figura 02. Boneca Branca de Neve dançando com uma pessoa da plateia - Foto: Jack
Carolino, 28/08/2009.


Considerações finais

Considerando os aspectos aqui abordados, entendemos que o Babau reflete a
sociedade a que pertence. Os textos acima mencionados datam da década de 64, quando

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a ditadura militar era imperial e absoluta. E, nesse cenário, que lugares os direitos
humanos e trabalhistas, a mulher e a criança ocupavam?
Hoje, esse teatro popular nos mostra que, em algumas regiões, o processo de
desenvolvimento sociocultural ainda é muito lento, mas alguns brincantes começam a
abrir espaço para as participações femininas, apesar de o homem ainda continuar sendo
o dono da situação.
Através das falas e das ações dos bonecos, é possível ver que, apesar do
advento das novas tecnologias, ainda vivemos em uma sociedade marcada pela
revolução feminina, pela degradação ambiental, pelas desigualdades sociais e pelas
diferenças. A cultura popular é dinâmica, acompanha o crescimento, e a voz da
sociedade se encontra na arte considerada por muitos como a cultura da periferia.
Enfim, pode-se dizer que, nesse universo do Babau, com o decorrer do
tempo, ocorreram algumas mudanças significativas, principalmente na linguagem teatral
– sem modificar a essência de sua arte. Como expressa BORBA (1987), as influências
se sucedem, mas o importante é guardar o espírito popular, e a presença da mulher que,
aos poucos, está cada vez mais visível nessa brincadeira que, antes, considerada
exclusivamente masculina, hoje é mais atuante.
Assim como no cotidiano, nessa atividade de Babau – o Teatro do João
Redondo - o gênero mulher vai, aos poucos, ocupando um espaço sem preconceitos.

Referências

ABTB. Mamulengo. Toda uma história do teatro através dos bonecos. Revista da
Associação de Teatro de Bonecos. Rio de Janeiro – Ministério da Educação e Cultura.
Volume: Nº 9 (1980), Impresso pela Gráfica da Editora do Livro Ltda. FUNARTE

BORBA FILHO, Hermilo. Fisionomia e Espírito do Mamulengo. 2ª ed. Rio de
Janeiro: INACEN, 1987.

CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. São Paulo: Ediouro,
10ªEdição, 1999.

PIMENTEL, Altimar de Alencar. O Mundo Mágico de João Redondo. Rio de Janeiro:
Serviço Nacional do Teatro/MINC, 1971.
MEY, Jacob L. As Vozes da Sociedade: Seminários de Pragmática.Tradução de Ana
Cristina de Aguiar. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2001.

RICHARDSON, R. J. Pesquisa Social: métodos e técnicas. São Paulo: Atlas, 1999.

terça-feira, 2 de março de 2010

O QUE SE DENOMINA QUADRILHA


A Quadrilha Junina é uma tradição Folclórica e Cultural, que foi introduzida no Brasil no início do Século XIX. Com a vinda da Corte Real Portuguesa e com várias missões culturais francesas, que estiveram no país na mesma época. A aceitação foi instantânea, transformando-se quase numa dança oficial de todos os saraus elegantes e tornou-se muito popular. Desta forma, a Quadrilha deixou os salões imperiais, e espalhou-se por todas as camadas sociais chegando até as grandes fazendas e vilas do interior, onde receberam novas cores sendo enriquecidas com novos instrumentos e passos, bem ao gosto dos Brasileiros, e ali se conservaram na memória do povo até os tempos modernos, com novas coreografias e músicas atualizadas, mas mantendo o sabor campestre e popular.

Nos últimos anos, os arraiais juninos passaram a ter uma função diferente: deixaram de ser apenas a palhoça, onde as pessoas se encontravam para comemorar o período junino comendo, bebendo e dançando perto da fogueira e se transformaram em locais onde dançar não é apenas motivo de lazer e divertimento, mas uma maneira de desenvolver a dança como habilidade artística num grupo de pessoas, às quais chamamos quadrilheiros. A demasiada atenção que as Instituições privadas com suas grandes festas e os concursos de Quadrilhas contribuíram bastante para as mudanças das Quadrilhas, que para muitos é considerada irreversível, talvez inaceitável para outros, e alcançou diversos níveis, permitindo variação na forma de apresentação e na diversidade de estilos das quadrilhas. E é neste contexto que se situa o trabalho da Quadrilha FAZENDA NORDESTINA que consegue simultaneamente resgatar a tipicidade da Quadrilha Junina e inovar por meio da dinâmica do folclore brasileiro.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

FAZENDA NORDESTINA... ESTA DE PARABENS POIS EM 2010 COMPLETA 11 ANOS
DE EXISTENCIA...PESSOAS ASSIM COMO VOCE E QUE O NOSSO GRUPO ESTA A
PROCURA..... VOCE E MUITO ESPECIAL PARA NOS A VAGA E SUA.........



ANO I – Fundada em 20 de maio de 2000, pelo presidente da quadrilha Cleonaldo Martins Bezerra, grande amante da cultura popular. No seu primeiro ano já contava com um elenco de quarenta e oito dançarinos, tendo sido escolhido o tema “Súplica do povo Nordestino”, fazendo alusão ao sofrimento do povo nordestino de uma forma diferente, o que nos levou a conquista de vários festivais na região do brejo. Neste mesmo ano, a falta de um trio regional de música ao vivo, impediu que a quadrilha participasse do “Festival Paraibano de Quadrilhas”, fato este que não foi empecilho para a quadrilha ganhar notoriedade em várias cidades do estado.




ANO II – Com o tema “Frei Damião, o Santo do Nordeste”, no ano de 2001, onde retratava a história de Frei Damião e suas missões, principalmente na cidade de Guarabira, foi levado pela primeira vez a público o trio regional de música ao vivo, sendo a grande sensação na região do brejo. E como conseqüência participou do Festival Estadual de Quadrilhas, ficando em 11º lugar, onde se classificavam apenas dez. Também neste ano, foi dado início as obras do Memorial Frei Damião na cidade de Guarabira.





ANO III – São João se faz assim”, foi o tema do ano de 2002, contando o nosso São João do jeito tradicional, ou seja, com um casamento matuto, roupas coloridas, coreografias tradicionais.Foi neste ano que a quadrilha ganhou fama e foi escolhida a terceira melhor quadrilha da cidade de Campina Grande e a quinta melhor do estado da Paraíba. Ano inesquecível, grandes vitórias, conquistadas para uma quadrilha que apenas engatinhava.



ANO IV – Novamente com o tema homenageando um santo, em 2003 foi a vez do Padre Cícero, intitulado “Saga de um nordestino chamado Padre Cícero”, contando a história da sua vida e de seus seguidores. Foi de grande emoção para todos, uma evidência de fé do nosso povo, ficando mais uma vez entre as melhores do estado. Neste ano, também foi levado aos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará o esplendor das apresentações premiadas nos anos anteriores, na região do brejo e adjacências



ANO V – 2004, ano marcante, “São João na roça é festa no milho” foi o tema escolhido, contando a festa da colheita do principal prato do São João, o milho. Um roçado foi montado em pleno arraiá alegria, ponto forte neste ano. Com esse tema, a quadrilha mais uma vez estava entre as dez melhores do estado, recebendo o terceiro lugar estadual, vários títulos na região e fora do estado. Mais especificamente na cidade de Nova Cruz-RN, competindo com outras quarenta e cinco quadrilhas a Fazenda Nordestina ficou em primeiro lugar. Em cinco anos muitos troféus, vitórias, derrotas, sorrisos, lágrimas, momentos únicos e inesquecíveis e muito amor pelo São João.


ANO VI – O cangaço foi quem deu o tom do tema de 2005, ''Lampião e Maria Bonita, vivos na memória do povo nordestino”, um fantástico espetáculo que levou o público ao delírio. O xaxado foi a principal atração de dança, onde todos os componentes trajavam roupas de cangaceiros, inclusive o casal de noivos e reis. E, mais uma vez a quadrilha fica em quinto lugar no estado, bem como, penta campeã na cidade de Lagoa de Dentro e outros títulos da região do brejo.



ANO VII – 2006, um ano com muitas dificuldades, sem dinheiro e a montagem da quadrilha feita em apenas um mês. Nem por isso desistiram nem se entregaram, foram à luta. Com o tema que retratava bem a situação da quadrilha naquele ano, “Nordeste, coração de cabra da peste”, com apenas trinta e dois dançarinos e sem nenhum adereço, a quadrilha conquistou os prêmios de segundo e terceiro lugares em toda a região, ficando fora apenas da final estadual de quadrilhas.





ANO VIII – “Vamos festejar o casamento da boneca de milho com o espantalho numa roça de magias e sonhos”, foi o tema da virada, no ano de 2007. Contavam com sessenta e quatro dançarinos e muita animação, vivenciando na alma o tema dentro da magia e conto de fadas. A história contava a trajetória da boneca que seria salva dos ataques dos carcarás famintos pelo único espantalho, que não se acovardou diante de todo o roçado. A boneca se apaixona por seu herói salvador, e como todos finais de conto de fadas, casaram e foram felizes para sempre. Um momento de pura magia e beleza, ficando entre as seis melhores quadrilhas

ANO IX – Na expectativa da aproximação dos dez anos da quadrilha, em 2008 apresentou um tema super criativo, “Santo Antônio fez o casamento, São João batizou, São Pedro abriu com sua chave o nosso arraiá”, reverenciando os três santos juninos. Mais um ano de destaque, quarto lugar no concurso de quadrilhas da federação paraibana, vários títulos na região, tudo isso com muito balão, fogueira e arrasta pé.

ANO X – Enfim é chegado os dez anos de existência com alegrias, lutas, vitórias, derrotas, lágrimas e muito São João. Para este marcante ano, a quadrilha apresentará o tema “Paraíba canta Zé Ramalho, Zé Ramalho canta Paraíba”, uma homenagem mais que justa. Tudo está sendo preparado com muito carinho e amor por todos que fazem a Fazenda Nordestina 2009. Estão empenhados em levar o melhor, a alegria, amor pelo São João, que corre no sangue desde os dançarinos, passando pela equipe de apoio, costureiras, patrocinadores, família, trio regional, aderecistas, coordenadores e todos que direta ou indiretamente fazem, fizeram e vão fazer um dia parte desta grande família chamada “FAZENDA NORDESTINA”